Momentos de vazio

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Noite de sábado, véspera de um início de domingo. Após a meia noite inicia-se a contagem regressiva do domingo. Cá estou, voltando a digitar letras, palavras, frases em vão na mesma decadência a qual vivo, lenta e estupidamente sem sentido.

Vendo as luzes dos prédios se apagando, o barulho dos carros correndo em uma velocidade desnecessária pelas ruas vazias, notando o silêncio do cômodo a qual estou. Sentindo um vazio, um desespero, uma ansiedade sem motivo, mesmo com todos esses movimentos.

Mesmo com tudo, não tenho interesse em nada, em ninguém, nesse momento o único interesse, talvez, seja em um total silêncio. Um silêncio que não existe, para uns sombrio, para outros um pecado e para mim um calmante. O pior calmante admito, ainda mais quando a melancolia dos dias cinzentos as quais estamos oras me consome. Consome como fogo, me dilacera internamente. Meu espírito já não é tão forte, meu físico tampouco, minha esperança que me segura para não cair. Porém ela implora por piedade, para que me alimente de bondade, que nutra a boa energia que ela me oferece, mas o vazio me consome e tudo que para mim é entregue.

Nessa noite apenas rogo aos Deuses e Deusas que protejam-me de todo mal do qual posso infringir a mim. Afinal, momentos de vazio podem ser os últimos .