Noivou, casou e… Traiu?

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Há pouco tempo noivei (agradeço as felicitações desde já) e com a repentina subida de nível no relacionamento, comecei a ter uma percepção diferente sobre relações. Na verdade eu já tinha/tenho opiniões fortes e bem formuladas na minha mente sobre o assunto casamento, porém pouco aprofundava tais conceitos e preceitos já que não era algo que acreditava que ocorreria, pelo menos não tão cedo.

Enfim, acabou que noivei em pleno 2019 e com esse fato inédito na minha vida (e que nem passava pela minha cabeça, fui coagida… Brincadeira) decidi que seria legal neste blog, falar sobre alguns pontos que acho importantes em todo relacionamento, mas que em um casamento deveriam ser concretas e também sobre…. A empoderada e nada traiçoeira traição… Há resquícios de ironia.

Bem em um casamento, respeito, lealdade, fidelidade, companheirismo são requisitos para um bom relacionamento ou não? Bem não sei a opinião de vocês, mas direi a minha da forma mais leve e menos espinhenta possível. Acredito que em um relacionamento amoroso, sendo namoro ou o dito cujo casamento, antes de sermos fiéis somos leais a quem dissemos sim. Estranho eu não começar dizendo a resposta ‘eu acho’ ou ‘sim são requisitos’, pois bem, explicarei os motivos.

Somos humanos e nos atraímos por outros iguais por várias situações, momentos difíceis, pelo físico, lábia,por ser uma boa pessoa ou talvez por sermos predestinados a ela. Por isso sermos fiéis é um processo difícil e do qual não considero como princípio para um bom relacionamento, não há como pedirmos para o parceiro ser fiel se não formos certo? Porém também não há motivos de sermos infiéis só porque o parceiro é, não seria mais fácil terminar? Usei por muitas vezes a segunda opção, não só por ter sido traída, mas também para não trair. Achava e acho injusto ficar em um relacionamento do qual por “n” motivos não me sentia bem ou por me sentir atraída por outra pessoa do qual havia reciprocidade nos sentimentos. Aí entra a lealdade.

Eu, que vos escreve, tenho respeito ao que fui criada, logicamente não em tudo, mas principalmente em ser sincera. Então todo e qualquer compromisso que eu tenho com quem for, se por algum motivo me sinto mal faço questão de contar. Do mesmo modo, quando sinto que algo está saindo do trilho no relacionamento e por algum motivo sinto que gosto de outra pessoa ou só me sinto atraída, por lealdade a pessoa e a minha visão de certo e errado, conto, para que a pessoa decida junto a mim o que fazer. Normalmente é o término.

É justo dizer que um tem mais peso que o outro, dependendo do relacionamento ( fidelidade e lealdade), no entanto é inegável que os dois estão ligados intimamente ao caráter de cada um. No meu caso, por ser leal a quem amo, sou automaticamente fiel por achar desnecessário trair é uma idéia completamente torpe.

Relacionamento é baseado em conversas, você só traí se falta algo, se não conversa sobre o que falta, será uma eterna luta interna sua e que no fim, só você sai perdendo.

Por fim o companheirismo e logicamente o amor, na verdade eles são tão naturais que fazem parte da construção do relacionamento, da inicialização dele. São apoios nas decisões de mantê-lo ou não e de ter, caso termine, algo amigável e harmonioso.

Sou nova no ramo de noivados e tampouco posso falar com propriedade de casamento já que não casei, entretanto posso falar sobre respeito, sobre sujeira, sobre descaso, e sobre amor. Afinal, sabemos como tudo isso funciona e como é desgastante, desgostoso e triste.

Estou simplificando, eu sei que não é simplista assim e que relacionamentos tem profundidade, não há como falar sobre certo ou errado, sobre valores, etc sem saber o que ocorre, porém… As bases da vida, não são em o que não quero comigo não farei com o outro? Melhor, não faz parte da lógica de boa vizinhança e bom relacionamento interpessoal? Seria presunção minha querer que todos sejam ou tenham algo parecido comigo, no entanto ser leal ao parceiro, a você e seu ideais não é presunção, é no mínimo respeito.