Quando Santo Antônio não me casou, mas me falou de amor

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Dia 12 de junho, para os brasileiros dia dos namorados (dia de santo Antônio também). Dia que enaltecemos, inalamos e apreciamos o amor. E como é o tema que mais gosto de abordar nada melhor do que a data mais badalada para tal.

Vejamos… nossa prosa sobre amor… Já sei…

Quando descobrimos que amamos? Como sabemos amar? Qual a condição para tal sentimento?

Acho que sempre que falo sobre amor, entro em um círculo vicioso de perguntas que não precisam necessariamente de respostas, mas insisto em pedi-las. Porém hoje farei diferente. Ou não.

Que tal falar sobre o amor ao próximo? É, não o amor a alguém em específico, não o amor carnal, o pecaminoso, aquele que nos enche e esvazia na mesma proporção.

Tá… Acho que exagero… Especificar um amor… Que crente desejo esperar que acreditem que sou? Não que ser crente é algo ruim, longe de mim julgar. Porém amor é universal, só muda o contexto a qual ela é empregada.

É… Falar apenas do amor, englobar seus trejeitos nesta diminuta e simplória prosa amorosa.

Hoje, no dia dos namorados é enaltecido o amor como algo único e que enche o coração das pessoas de uma felicidade desigual nos demais dias. Isso é mágico!!! Transborda-se entre os dedos textos (como o que faço agora) sobre o quanto alguém é especial e importante para outrem. Talvez o que difere sobre o meu texto e os demais é que não abordarei alguém especial. Isso deixo entre quatro paredes.

Hoje é o dia da química, dos presentes, dos beijos, da entrega, dos abraços e do romance. Mas o amor não é só melação, pegação, é um contexto. Ele agrega, machuca, transforma, desforma, agride, acaricia, acalma.

O ato de amar traz consequências boas e ruins (muito mais boas que ruins). Ela te desnuda para o mundo, ela te faz olhar com outros olhos a vida, ela te molda com uma nova argila. O amor é incrivelmente maior do que acreditamos, nos alimenta muito mais do que desejamos e nos aceita muito mais do que a nós mesmos. Usamos o amor para infinitas situações. Mas a maior delas é quando nos colocamos no lugar do outro e sentimos o quanto podemos oferecer de nós a ela. Isso é amor…

Talvez tudo que discuti aqui seja um mero filosofar, uma mera prosa desproporcional, no entanto, só de poder oferecer o amor que tenho a todos que posso, sinto-me viva, não sinto-me humana, sinto-me apenas viva. E só de saber que me amam, existe reciprocidade, já me faz querida. E que se hoje fosse meu último dia, só o amor seria meu legado, com ela toda alegria e dor que dela ocorrerá…

Feliz finalzinho de dia dos namorados.