Doze anos…

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Sinto que descrevi no titulo, um filme famoso. Porém não venho resenhar uma ficção misturada com a realidade. Venho prosear, falar da vida, do amor, subtrair lembranças e adiciona-los.

Bem… Então comecemos com era uma vez…

Há doze anos, vivo em momentos de repleta escuridão e sem notar transformam-se, modificam-se em um dia ensolarado. Sinto-me presa e ao mesmo tempo livre. Talvez sejam minhas roupas, estão apertadas.

Não consigo compreender como continuamos tão bem, mesmo sabendo que nos fizemos machucados irreparáveis, cicatrizes inigualáveis. No entanto continuamos segurando as mesmas mãos, querendo os mesmos beijos e abraços. Nada é então gratificante do que dormir na mesma cama e acordar com um beijo.

São doze anos, porém apenas um mês na mesma casa, nos mesmos lençóis, com brigas de casados. É mágico!

Achava que só amar era suficiente, que conviver, viver juntos não havia necessidade. Como conseguia ser tão infantil? Não sei também. Hoje, talvez pense diferente ou pela situação, perceba o quanto é bom viver a dois, o quanto é bom viver junto.

Nestes doze anos, aprendi a te aceitar e esta aceitação é recíproca. Aprendi o quanto posso lhe fazer sorrir e o quanto de lágrimas escorreu pelo seu rosto por minha causa. Não tenho qualidades tão expressivas e tampouco defeitos assim ou não, provável que meus defeitos sejam bem expressivos. Não me orgulho disso, mas estou proseando, não posso omitir fatos ou posso?

A quem interessar, amo e amo muito, o problema é que esse amor, oras é dividido entre o que sou, o que fui e o que espero ser. E isso envolve as pessoas, minha essência e minhas aventuras. Por isso amar outro além de mim é tão importante.

Em doze anos, aprendi a ser solitária, a ser duo, a não ser nada e o mais importante a me importar. Aprendi que me importar com algo e alguém é sensacional, é gratificante e a dois da sentido.

Por isso que em doze anos amadureci, sofri, sonhei, compartilhei, renasci. Reconheço o quanto sou falha, mas acreditem, não sei qual o motivo de continuarmos. No entanto, é um continuar belo.