Meus 28 anos

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Faltando dois anos para a famosa crise dos 30. Mas já me sinto na crise, desde meus 15.

São vinte e oito anos sabendo que estou viva. Porém ao completar vinte anos, preferi me flagelar. Suicídio. Tentei e o que obtive fora uma semana em uma UTI. Dias difíceis para meus familiares, amigos, namoro. Anos difíceis antes e depois. Sofro com sequelas, não físicas, mas internas.

Minha vida não tem tanta cor. Sinto um vazio inexplicável e inesgotável. Tenho sede da morte. Na verdade, sede de que as coisas acabem, eu por suposto.

Por teimosia vivo, mesmo que tudo pareça tão triste quanto realmente é, tão nebuloso quanto realmente é.

Aos vinte e oito anos, vejo a vida cada vez mais vazia, com menos nuances e menos esperançoso, pelo menos para mim, para minha carne, minh’alma.

Para os demais só desejo amor, só espero o melhor, só desejo o melhor. Talvez seja generosa como dizem ou sou apenas uma espectadora, noveleira querendo um final extremamente feliz para os personagens a minha volta.

Só tenho vinte e oito anos, e não sei como cheguei aos vinte e oito anos.