Sorriso encantador, dor e lágrimas no interior

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Chegou o inverno, o frio e a solidão, parecem andar juntas, de mãos dadas. Sinto o aperto, o aperto da solidào. Não, não estou só, mas falta algo, falta alguém, falta sair o que está entalado na garganta, que não sai.

Sento-me no primeiro banco que avisto, e as lembranças voltam. Ahhh, como você foi e é importante para mim.

Lembro-me do seu sorriso, da sua felicidade… Pareciamos primos, filhos que não se viam há tantos anos, mas são apenas amigos, família escolhida.

O quanto me ajudou nos meus momentos mais difíceis e me apoiou quando a minha própria família, a de sangue, preferia me excluir.

Foram tantos anos, tantos encontros desencontros, tantos jóqueis, tantas lotéricas, foram tantos tudo, que agora me vejo sem nada. Sem rumo.

Queria poder fazer algo, queria poder lhe fazer tão bem, quanto me fez e faz… Queria ser a melhor filha de consideração que poderia ter. Mas a única coisa que consigo é sorrir em falso, é chorar escondido e por fim rezar na surdina. Sei que falo ao vento, neste banco sentada, encolhida, atada, mas se realmente eu pudesse, voltaria tudo, e mudaria muito.

Aqui sentada, vejo o branco do céu, o vento me cortar e a dor esmagar meu peito, entalar meu grito e me afogar em lágrimas. Entretanto para os que não sabem desse desespero, meu sorriso e minhas piadas, são um grande conforto.