Sempre me pego divagando sobre amor, romances históricos, amores do acaso, amores do passado, enfim, me pego imaginando, inocentemente talvez, em vários fins épicos, mas belos, românticos e incrivelmente vistosos.
No entanto hoje, preferi divagar apenas, unicamente, exclusivamente sobre todo e qualquer passado. A palavra passado dá um quê de nobre e algo velho empoeirado na estante, nos leva há lugares bem longínquos, porém ontem já é passado.
Por consequência, ele também nos faz sentir algo, nos transmiti o sentimento daquele dia a qual nas lembranças, havia se perdido. Sendo algo bom ou ruim, acabamos por lembrar, quiçá até nos afogamos nestes passados, por alguns instantes.
O passado que divago, ele é muito próximo, não tem décadas, o tempo é muito mais curto, só que… Os sentimentos que por obséquio poderiam ser apenas informativos à minha mente inquieta, viram uma tormenta incontrolável. Prometo, contarei a seguir tanta lamúria.
Imaginem vocês, caros leitores, vivenciarem momentos doces e amargos em um único instante, poderem saborear o momento, mas notarem que o amargo ficou, notarem que a parede erguida não era em vão. Pois bem, o passado que fui obrigada a vivenciar deu-me está impressão, um fim trágico, com toques de doçura, mas as notas de amargo eram muito mais intensas no final.
O passado mais vivo que não tenho como apagar, de tão latente, explodiu a dor, e a única coisa que fiz fora divagar, aclarar minhas insatisfações comigo e aprimorar o meu melhor.
Talvez, esse passado me deixou mais viva e divagando sobre ele, iluminou o que mais precisava aprender. A me livrar do que não me faz falta.

