Me arrumo para sair, coloco a melhor beca, passo perfume, arrumo meu óculos de grau, e pego aquele anel para girá-lo no dedo, acabo esquecendo de tirá-lo, e saio.
Andando pelo caminho, lembro-me, assim que mexo em meu dedo, que não havia tirado o anel, fico a observá-lo por um minuto, e o tiro, guardando em meu bolso dos fundos da calça. Após uns minutos, encontro meus amigos, e esqueço do anel.
Horas afinco, entre uma risada aqui, um semblante mais sério acolá, me despeço dos que me agradam, e sigo, rumo a minha casa. Andando vagarosamente vendo cada detalhe, escuto um barulho, olho para trás e vejo minha chave no chão, ele caiu da minha calça. Tudo bem, o pego e volto meu caminho.
Assim que chego em casa, tiro todos os objetos que se encontram comigo, jogo-os em cima da cama, e me volto a fazer as tarefas pendentes. O tempo passa e lembro de outro compromisso, subo as escadas, pego os objetos da cama e devolvo-os para meus bolsos, nesse momento, tento lembrar onde havia deixado o anel, pois antes de sair, sempre o pego, coloco em meu dedo e o giro. Este anel, não é como os outros, ele é formado por três anéis juntos, sendo que um é o principal e os demais, existem uma pequena fenda para encaixá-los.
Ele não estava em nenhum lugar, fico preocupada, mas saio para não me atrasar. Horas depois volto a minha casa, pensando onde raios havia deixado aquele anel, procuro por horas, e nada. Procurado pela casa toda, todos os cantos, cada detalhe e a única coisa que encontro são pó, pelos voando (pois tenho uma cachorrinha), e nada da aliança.
Lápis, canetas, livros são achados, mas aquele anel, nenhum sinal, um sumiço sem motivo. Até eu lembrar do ocorrido com a chave, e com isso lembro consecutivamente, que os bolsos da minha calça tinham um furo, em que moedas poderiam ser perdidas pelo caminho por passarem por estes pequenos buracos.
Sento-me na cama, respiro profundamente e a tristeza envolve meu semblante, não desejava perder, não aquele objeto, não aquela aliança, me sinto inútil, e ao mesmo tempo irresponsável.
Sem saber o que fazer, sem saber o que pensar, me troco, vou ao banho, volto ao meu quarto, deito, e ao dormir, os achados e perdidos me deixam mal, afinal, a aliança que me fez bem, não fora achado, não fora encontrado, e se alguém o achar, por favor, o gire por mim.

