Andando entre as ruas, as avenidas procuro os detalhes que me lembram você. Passo por onde andavamos, em passos curtos, admirando cada boa e ruim lembrança de nós.
Sento-me em um banco de praça, suspirando por saber o quão jovens começamos a nos relacionar. O quão jovens nos apaixonamos, vivemos uma vida, e não soubemos lidar com nós mesmas.
As lembranças tomam meus olhos, e as visões são apenas dos nossos momentos. Queria ter escrito uma carta, para dizer o quanto essas lembranças me fazem bem, queria na verdade, não ser como sou, para não ter lhe tratado como tratei. Ou apenas queria ver teu sorriso novamente, a alma que me acalenta, a única que permiti entrar e bagunçar a minha alma.
No entanto continuo nesse banco, alimentando minhas lembranças, alimentando algo que… Não soube lidar.
Olhando a paisagem, enquanto sentada, acabo lhe avistando, você não percebe, a vejo de longe, mesmo tendo astigmatismo, aparentemente feliz, bem, linda como sempre, sem um detalhe, um pingente, mas tudo bem, a vida segue e só podemos esperar que sejamos felizes.
Enquanto você desaparecia da minha visão, me senti pesada, as lágrimas caíram, meu corpo parecia padecer, porém resolvi respirar fundo, levantar do banco, correr em sua direção. Quase próxima a ti, paro, e ao invés de seguir sua direção, viro, vou por outro caminho, desapareço.
Não sei se virou para me ver, muito menos sei se sentiu que estava próxima, no entanto… Sinto muito por ser covarde, mas no momento, as lembranças são meu maior conforto, mas o esquecer parece necessário. Mesmo que… Você seja inesquecível.

