Perto demais, o seu olhar me desmancha, me dá medo e me conforta. É o tipo de olhar que desconcerta, penetra.
No silêncio, ele é o som, a música, o terror e a calmaria. Um mundo desconhecido, do qual tenho medo de desbravar, ou, talvez, não queira.
Muito perto, os olhares próximos, a vontade de ver além daquelas íris castanhas aumenta a cada passo que nos aproximamos.
Corações aceleram, o espaço diminuí, as preocupações rondam, as inseguranças impregnam e o desejo aumenta.
No fim, o silêncio permaneceu, os olhares acabaram e o que restou fora o convencimento de que dormir era o melhor.

